Tudo que você precisa saber sobre rodízio de pneus

Você já deve ter visto aqui um pouco sobre alinhamento (divergência, câmber e cáster) e balanceamento. Agora, a Itaro dá dicas sobre um dos mais conhecidos procedimentos para manter seus pneus em bom estado: o rodízio dos pneus.

 

O que é rodízio de pneus?

 

O rodízio não é só a simples troca de uma roda pela outra. Há várias coisas que precisamos ver antes de fazer o rodízio, principalmente em relação ao desgaste dos pneus. Se as rodas estiverem desalinhadas ou prejudicadas por má regulagem de cáster e câmber, em pouco tempo um lado dos pneus estará mais gasto que o outro.

 

O indicador de desgaste da rodagem deve ser visto sempre. Esse indicador mostra o momento certo para fazer a troca dos pneus, evitando o risco de acidentes por conta de pneus carecas. O limite de profundidade do sulco do pneu é de 1,6 mm.

 

O rodízio equilibra o desgaste dos pneus, mas não consegue sozinho corrigir as irregularidades que os pneus adquirem por falta de alinhamento ou por calibragem incorreta, por exemplo. Portanto, o rodízio é para prevenir e não corrigir.

 

 

Exemplo de rodízio com 4 pneus

 

Flávio Santana, técnico da Michelin, fala um pouco sobre como se prevenir caso necessite fazer rodízio de seus pneus:

 

“Se os pneus estão se desgastando mais de um lado da banda de rodagem que de outro lado, o rodízio não resolverá o problema. É necessário um exame minucioso da suspensão para detectar qual é o verdadeiro problema e evitar o desgaste irregular dos pneus. Na freada, grande parte do peso do veículo é transferido para o eixo dianteiro, deixando os pneus traseiros sem peso e, consequentemente, sem estabilidade. Caso a traseira perca toda a aderência na frenagem, a tendência é do veículo sair da trajetória e girar, sem controle. Entretanto, se os pneus traseiros estiverem em piores condições que os pneus dianteiros, o carro sairá de traseira, pode rodar no meio da curva e o risco de acidente é muito grande.”

 

Quando eu preciso fazer o rodízio de pneus?

 

Para saber o intervalo de tempo entre um rodízio e outro é importante verificar o manual do proprietário. No entanto, alguns fabricantes indicam épocas de acordo com a quilometragem. Por exemplo:

 

 – A Michelin indica o rodízio a cada 7 mil km rodados;

 – A Continental indica o rodízio a cada 10 mil km rodados;

 – A Bridgestone indica o rodízio a cada 8 mil km rodados para pneus radiais e a cada 5 mil km para diagonais.

 

Lembrando que esses períodos apenas são válidos caso a suspensão e direção do carro estejam em perfeito estado.

 

Tipos de rodízio

 

É de extrema importância checar o manual do usuário para ver os detalhes sobre qual método de rodízio o fabricante do veículo recomenda. No entanto, caso não haja nenhuma especificação, recomenda-se que para fazer o rodízio:

 

 – A direção esteja perfeitamente alinhada;

 – O proprietário tenha utilizado sempre a calibragem correta;

 – Os pneus estejam sem deformação e dentro da vida útil;

 – O prazo de rodízio seja respeitado.

 

Exemplo de rodízio com 5 pneus

Exemplo de rodízio com 5 pneus (linha completas = recomendado; linhas tracejadas = alternativo)